sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A CADA ARROZ, O SEU PROPÓSITO

A sua versatilidade permitiu tornar-se um símbolo gastronómico de inúmeros países. Veja-se o caso da paella espanhola, do risotto italiano ou do pilaf húngaro. Já para não falar do nosso arroz de pato ou arroz doce, cujas receitas conhecem diversas variantes.
O arroz (semente da planta Oryza sativa ou Oryza glaberrima) é originário da China, sendo o principal alimento consumido na Ásia.
Em Portugal, o cultivo do arroz remonta aos séculos VII e VIII, com o domínio árabe da Península Ibérica. As primeiras referências escritas surgem apenas no reinado de D. Dinis. Segundo dados da FAO (Food and Agriculture Organization), Portugal era terceiro produtor europeu no final do sec. XX, mas o maior consumidor, ultrapassando os 14 kg de arroz por pessoa por ano.
Com este pequeno grão fazem-se excelentes sopas, acompanhamentos, pratos principais e sobremesas, devendo utilizar-se o tipo de arroz mais apropriado para cada ocasião. Cozido em ebulição ou a vapor, o arroz tem a capacidade de absorver a água. Também pode ser frito em óleo ou azeite antes de ser cozido, o que faz com que fique menos gumoso; e resulta bem em caldos ou sopas quando cozinhado em maior quantidade de água.
O arroz pode dividir-se em três categorias: grão curto, grão médio e grão longo; e segundo o tratamento a que é submetido: integral pré-cozido e refinado. Quanto menos tratado, mais nutrientes possui.
Arroz carolino (tipo Japonica): este grão longo é o mais comum em Portugal, produzido nos estuários do Sado, Tejo e Mondego. Ao ser cozido, absorve por completo a água usada, bem como os temperos do prato. Os grãos ficam pastosos e colantes. É o tipo ideal para o arroz malandrinho e pratos com molhos.
Arroz agulha (tipo Indica): ao ser cozido, apresenta os grãos soltos, secos e inteiros. É apropriado para pratos de arroz no forno, pilaf e acompanhamentos simples. Nas últimas décadas, tem ganho alguma preferência por parte dos agricultores, por ser mais rentável que o carolino. Em termos de consumo, demora menos tempo a cozer. No entanto, é menos nutritivo.
Arroz basmati: variedade de arroz de grão médio, mais aromático e de extrema qualidade. É perfeito para sobremesas, por ser adocicado e apresentar mais goma, ficando com o grão mais colado. É o tipo mais utilizado na culinária indiana.
Arroz arborio: de grão curto e redondo, utilizado em risottos e doces, é o preferido dos italianos. Absorve bem a água e o sabor dos alimentos com que é cozinhado, formando uma massa cremosa depois de cozido.
Arroz selvagem: (espécie Zizania, grupo das Gramideas): na verdade não é um arroz, mas uma erva aquática selvagem que se presta a ser usado em recheios de aves e caça, apresentando um sabor mais intenso. Os grãos são longos, esguios e escuros, ricos em vitaminas do complexo B. É muito saboroso misturado com outros tipos de arroz, por exemplo basmati, em saladas e outros pratos.
Arroz vaporizado: arroz cozido em estufa, com o grão ainda castanho submetido a vapor ou a uma fervura rápida. Este processo faz com que mantenha mais vitaminas e minerais do que o arroz branco.
Arroz integral: Conserva mais fibra, vitaminas e minerais que o arroz industrializado. Por outro lado, demora o dobro do tempo a ser cozinhado.
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