segunda-feira, 20 de junho de 2016

JÁ OUVIU FALAR DE FOOD PORN? NÃO! ESPREITE ESTAS INDECÊNCIAS

Este é um daqueles temas que exige algumas advertências. Primeiro, Food Porn é de facto material explícito. Segundo, prima pela exuberância cénica. Terceiro, não é aconselhável a audiências sensíveis e impressionáveis. E tudo isto com alimentos.
Há, aqui, que esclarecer, pois as linhas de abertura deste texto podem levar os leitores (mais criativos) a enredar os pensamentos em cenários próprios para uma bolinha no canto superior do ecrã.
No caso presente o material explicito inclui doses abundantes de molhos, natas, chantilly,ketchup, maionese, aros de cebola fritos, o equivalente a dizer, muitos milhares de calorias. Exuberância cénica? Sem dúvida. Imagine uma torre de 20 panquecas, ou um bolo de chocolate com várias camadas de chocolate e cobertura do mesmo. Finalmente, a impressão que pode causar. Isto porque produções alimentares que incluam os dois itens anteriores e que pecam pelos excessos não poderão ser acompanhadas de ânimo ligeiro por quem procura uma dieta alimentar equilibrada.
Encontrados os princípios do Food Porn (ou comida porno se preferir) façamos a definição. Como e óbvio estamos a falar de alimentos. Neste caso pratos XXL no que concerne a calorias e um termo cuja origem, na forma como hoje utilizamos, se situa nos anos de 1990 e é atribuída ao norte-americano Center for Science in the Public Interest. Uma abordagem que não se aproxima da aceção da palavra nos anos de 1970 quando Food Porn definia a utilização de alimentos em conteúdo sexualmente explicito.
Em termos gerais, o objetivo dos fotógrafos que se especializam nesta vertente da fotografia de alimentos é captar imagens sedutoras para algumas áreas do setor alimentar, nomeadamente revistas e sites sobre cozinha e gastronomia, programas de televisão e cadeias de restaurantes de fast food. Não raro vamos encontrar diferenças abissais entre aquilo que é apresentado no cartaz promocional e a refeição que nos é deixada sobre o tabuleiro. Mas o trabalho de casa já está feito. O consumidor foi conquistado.
O objetivo, num primeiro momento, é captar a audiência através de estímulos básicos e direcionados para os sentidos. Um estudo encomendado pela revista Women's Health concluiu que indivíduos que contataram com este tipo de imagens, antes das principais refeições, comeram mais do que o habitual. Ingeriram, ainda, mais calorias do que o grupo de indivíduos que não foi exposto às imagens.
A mesma investigação concluiu que o mesmo estimulo mas com imagens de comida saudável, pode induzir alguns indivíduos a procurar alimentos nesse âmbito. Aliás, há quem estenda o conceito de Food Porn às fotografias de alimentos saudáveis, testando a afinidade dos cibernautas a esta outra categoria de imagens.
No site Urwhatupost o utilizador vai encontrar uma tabela com um frente a frente. Food PornCalórica versus Food Porn Saudável. A cada 15 minutos é-nos apresentado o resultado de um rastreio que o site faz nas plataformas Twitter e Instagram. A pesquisa recai sobre os alimentos indexados com a hashtag food porn. É notória a prevalência das indexações de comida híper calórica face, por exemplo, às frutas e legumes.
site apresenta também um painel com 24 alimentos, distribuídos equitativamente entre saudáveis e não saudáveis. Clicando sobre os ingredientes o utilizador acede a jogos, animações e áudios educativos.
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